20/02/2013 às 18:04 - Atualizado em 18/02/2016 às 21:14

Feriados: prejuízos às empresas continuam sendo a pauta

Para Mato Grosso, o cifrão é de R$13.869 milhões este ano, segundo no ranking do Centro-oeste, ficando goiás com a perda de R$ 29.309 e Mato Grosso do sul, R$ 10.888.

O documento soma 12 feriados brasileiros e 39 estaduais. E registra que o “tema ganha força na medida em que diversos países buscam soluções para reduzir os custos de produção e aumentar a produtividade das economias”.

Para o Comércio de bens, serviços e turismo no Brasil, a estimativa da Fecomércio-RJ é que se deixe de movimentar em torno de R$ 36,26 bilhões em 2013, por conta dos cinco feriados nacionais.

Paulo Gasparoto, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), informa que não há dados divulgados sobre os prejuízos do Comércio em Mato Grosso. Mas comenta a questão, exemplificando com o período de fevereiro, um dos mais críticos para o Setor na capital mato-grossense, salvo para estabelecimentos do Volta às Aulas e Governo.

“Neste mês temos um quadro que possibilita ver como os prejuízos são cumulativos. São 28 di, dos quais três dias de carnaval e quarta-feira de cinzas, um feriadão, praticamente. E tiramos mais 4 domingos. Ficamos com 21 dias para trabalhar as vendas nas lojas. Mas, as contas destes estabelecimentos são fixas, continuam o mesmo valor. Então temos menos rentabilidade com as mesmas contas a pagar. Podemos colocar ainda que em fevereiro os recursos dos consumidores, em sua maior parte, vão para IPTU, IPVA, matrícula nas escolas, Carnaval, viagens. É possível que isso diminua a venda. Então podemos ter menos vendas com as mesmas despesas do estabelecimento. É quando o comerciante recorre a empréstimos ou ao limite especial no banco e aumenta ainda mais seus custos na planilha de despesas, por que obteve recursos de terceiros a juros para cumprir com o pagamento de suas contas”.

Gasparoto lembra que em Cuiabá, por causa das obras da Copa 2014, este quadro é um pouco mais grave – “pois para os prejudicados neste cenário, além de não ter vendas em níveis normais por causa das obras, também vendem menos por causa do feriadão, uma soma que pode exaurir a capacidade desta empresa de sobreviver”.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor de Varejo da Fundação Getulio Vargas, Daniel Plá, ao avaliar os feriados para 2012, lembrou que além dos prejuízos para o comércio em geral, estas datas prejudicam mais o chamado comércio de rua – “ganham os comerciantes de shopping centers”, enfatizou ele, pois os mesmos têm regras para horários diferentes.

E mesmo na possibilidade de abertura mediante lei municipal, como a existente em Cuiabá-MT, a falta de movimento comercial nas ruas, o baixo índice dos que optam por abrir as suas lojas e o conjunto de entretenimento e praça de alimentação dos shoppings supera as lojas de rua, quando não há os mesmos atrativos deste lado.

 “Se todos optassem por abrir e fosse divulgada esta abertura das lojas de ruas, com o tempo forma-se público em número de pessoas que responda a este expediente. Dá certo e temos exemplos de grandes lojas no centro de Cuiabá que já fazem isso, mantendo movimento de pessoas interessante nos estabelecimentos”, acredita a diretora da CDL Cuiabá, Maria Cândida Camargo.

A diretora da CDL explica que a Lei de Feriados, sancionada na sede da Entidade, pelo prefeito Wilson Santos, em 2008, é “uma grande conquista. Mas precisamos tirá-la do papel realmente. E ainda conseguimos: os que abrem aos feriados estão desistindo porque não tem força sozinhos. Os que não abrem, boa parte dos de médio e grande portes querem abrir, mas precisam dos pequenos e microempreendimentos para formar o conjunto ao consumidor”.

A ideia, segundo Maria Cândida, é concorrer com os shoppings, literalmente. “Com campanhas próprias de premiações e de publicitária (mídia aberta). Nas praças, eventos musicais e culturais, além de parque de brinquedos para crianças, durante o dia e a noite para a população. Restaurantes e lanchonetes abertos para as famílias passarem o dia do feriado no centro da cidade”. (Assessoria de Imprensa CDL Cuiabá: Honéia Vaz).

 

Fonte: CDL