21/12/2018 às 16:05

3 tendências do varejo para 2019

Na toada do que vem acontecendo há anos, a tecnologia e automatização serão ainda mais relevantes para os negócios em 2019. No entanto, experiências offline continuam exercendo grande impacto, principalmente no setor varejista tradicional. Pensando nisso, Yuri Saiovici, CEO da POPSPACES, startup que intermedia a conexão entre marcas e gestores de imóveis por meio de aluguéis de curta duração, lista três tendências para o varejo no próximo ano.

Conexão entre a realidade e ficção

O ser humano sempre busca fugir da sua realidade. Seja com futebol, obras audiovisuais, jogos de videogame e até lendas históricas, não é de hoje que empresas utilizam artifícios de storytelling para explorar narrativas e vender mais ao seu público. Esse movimento é potencializado pela conectividade, cada vez mais presente no dia a dia dos cidadãos, e as experiências multimídias se tornam importantes condutores para os comerciantes.

Em 2019, essa convergência será ainda mais profunda, principalmente no âmbito da cultura de massa. Porém, a ação deve ser realizada de forma inteligente e de acordo com o ambiente em que está se inserindo. Em 2018, por exemplo, a joalheria Tiffany & Co. se uniu com um restaurante de Singapura para recriar o tradicional estabelecimento que Audrey Hepburn tomava o café da manhã no clássico filme Bonequinha de Luxo.

Marcas sociais

No ano de 2016, o jogador de futebol americano Colin Kaepernick se ajoelhou durante o hino nacional dos EUA, antes de um jogo, como forma de protesto à brutalidade policial e violência contra negros no país. A partir de então, o atleta passou a simbolizar essa luta nacionalmente, sendo duramente criticado pela liga e até por setores políticos. Em 2018, a Nike completou 30 anos e em sua campanha de comemoração convidou o ativista para ser o rosto da marca. A princípio, as ações da empresa caíram, com pessoas boicotando a iniciativa. Não demorou, porém, para os lucros crescerem vertiginosamente logo depois.

Para o próximo ano, esse comportamento será ainda mais notório. Entretanto, é preciso ir além da propaganda simplista. Os consumidores terão mais interesse em marcas que usam seu poder e alcance para promover e impactar positivamente o mundo. Bons exemplos surgiram recentemente no Brasil. A Barbearia Corleone dá corte gratuito para pessoas com síndrome de down e a marca de roupas Reserva viabiliza a entrega de cinco pratos de comida para quem precisa a cada peça vendida.

Lojas virtuais no mundo físico

Os e-commerces se consolidaram e lojas que funcionam apenas em redes sociais, como o instagram, já ocupam espaço relevante no consciente dos consumidores. No entanto, às vezes, a experiência offline é necessária para criar conexão com o público ou para conseguir novos clientes. Já é possível perceber uma tendência de negócios consolidados no online fazendo um caminho inverso ao tradicional e experimentando o mundo físico. Um dos casos mais notáveis é o da Amazon, que este ano criou uma loja física sem caixas nem filas.

Nesse cenário, se destacam também as popup stores. São lojas temporárias com dia para começar e dia para acabar. Elas funcionam tanto para quem está começando como para marcas já consolidadas, que querem se conectar diretamente com seu público. Um exemplo recente é o da loja virtual Eulíricas, marca conhecida pela poesia que fez sua primeira investida na loja física em dezembro de 2018. Em um local que ela mesmo customizou, com objetos feitos à mão, a empreendedora conseguiu atingir o público cativo e aproveitou a oportunidade para testar a receptividade do ponto escolhido entre seus clientes

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Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Calçados e Couros de Mato Grosso

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